
É assim.
Esta manhã, o meu habitual pente não encontrou cabelo entre os seus dentes. Isto é, no dia seguinte ao meu corte de cabelo, verifiquei que quase todo tinha ficado no barbeiro, e ainda o paguei, como de costume. Que grande carecada - o que até não vem mal a calhar, dado este primaveril tempo !
Não vos vou contar as fartas tripas, que bem me souberam, e que hoje me serviram num habitual restaurante do Castêlo da Maia - ali junto onde passa o metro, que me valoriza o património e dos muitos prédios que por ali vão sendo edificados, para os que buscam melhores preços e acessibilidades desde aquele Porto, cada vez mais vivo a admirar a outra margem.
Com o correr do Douro, o barbeiro ía-se-me a fugir, depois de me ter estragado a história, que em tempos idos vi numa página das Selecções - e que antigamente muito se lia. O dito barbeiro que, em hora morta de fim de serviço, cortava o cabelo ao colega. O meu atraso (!!!!) proporcionou a cavaqueira entre as duas cadeiras, que é interrompida pelo termo do corte ao vizinho, que tem boleia e o almoço à espera, e que fica no ponto de terminar o corte ... depois, à tarde ! Isto é, corte a prestações !!!!
E assim, ao fim de tantos anos, a tal minha história perdeu a graça, por incompleta sempre ficar.
A história dos dois únicos barbeiros, existentes numa pequena terra (talvez no Castêlo), e que eram totalmente opostos. Um, com um primor de barbearia bem limpa, de branquinha bata, boa apresentação, e bom corte de cabelo. O outro, em desarrumada barbearia, há oito dias não limpa, de suja bata vestido, barba por fazer e corte de cabelo desalinhado. E a história terminava a perguntar a qual dos barbeiros nos deveríamos dirigir, para o respectivo corte que manteria a boa apresentação que temos !
A questão pode permanecer. Mas, a resposta já é discutível.
Disse o barbeiro ao outro barbeiro, DEPOIS, LOGO, ACABAMOS !
E esta, hem ?!