
Chegaste cá ainda bébé. Eras um rafeirinho irrequieto, mas depressa nos conquistaste a todos e tomaste conta da casa como se fosse tua.
Cresceste, envelheceste connosco durante estes 12 anos em que nos fizeste companhia e nos alegraste com as tuas diabruras. Às vezes zangavamo-nos porque tu eras bastante irreverente e nada obediente, mas depressa faziamos as pazes.
Quando andava uma menina nas redondezas, nada te detinha. Saías, podias estar fora por uns dias, mas voltavas sempre, às vezes completamente extenuado, mas feliz por teres tido a tua liberdade.
E os passeios na praia? Nos teus tempos de juventude, dava gosto ver-te correr atrás das gaivotas. Fizeste até bastantes amigos entre os pescadores.
Todos gostavamos de ti, embora, por vezes te parecesse que não, porque não te davamos a atenção que querias, mas sabes, os humanos são assim, saíamos, íamos trabalhar, às vezes íamos de férias, mas voltavamos sempre...como tu.
Ficavas a guardar a casa, embora uma vez não a tivesse guardado assim tão bem, mas já te perdoamos. Já estavas um pouco "velhote".
Quando os mais novos sairam de casa, ficámos só os três, depois chegou a "baixinha" e então tiveste de dividir com ela as nossas atenções, mas depressa te habituaste e afeiçoaste a ela, e ela a ti, de tal maneira que ainda na quinta-feira ela foi ter contigo de propósito, só para te fazer uma festinha.
Desde Julho, quando pela pela primeira vez deste sinal que algo não estava bem contigo, que andavas menos activo, um pouco mais dorminhoco e como melhoraste com o tratamento, nada fazia esperar que nos deixasses tão cedo.
Custou-nos ver-te partir, mas ficas na nossa memória e nosso coração.
Obrigada Chiquito!!!








