
Um passeio desde a Cordoaria até à Ribeira é um espectáculo. As varandas de ferro cheias de roupa a secar, as ruas estreitas e escuras fazem-nos recuar no tempo.
Chegados as cais da Ribeira povoado de turistas, na sua maioria espanhóis, o cheiro a fritos e a tripas lembra-nos que são horas, já tardias, de almoçar. Onde? na Filha da Mãe Preta....
" Já é tarde, quero-me ir embora, já estou a trabalhar desde as 8 da manhã", diz-nos o empregado mal humorado quando pedimos uma mesa junto à janela para observar o Rio e os barcos rabelos repletos de turistas. "Ficam aqui e é se querem". Mas eis que um outro empregado vem em nosso auxílio e nos faz o favor de arranjar a tal mesa junto à janela. Eternamente agradecidos encomendamos o tradicional arroz de feijão, filetes de polvo e filetes de pescada. Ah! e broa de Avintes que o tal empregado mal humorado nos fez o favor de arranjar às escondidas e ainda, agora já mais bem disposto, nos aconselhou onde comprar e como a conservar: "Vão ali ao lado à azeitoneira, compram a broa, metem num saco plástico, fecham o saco plástico, congelam-na e quando quiserem descongelem-na que está boa".
Terminado o repasto acompanhado de uns fininhos e pelo som de fundo de dois grupos de "nuestros hermanos", lá viemos embora e, à saída, ainda testemunhámos uma conversa muito divertida entre o patrão e o tal empregado mal humorado. Dizia este: "Vocês, quando eu morrer ainda vão ter muitas saudades minhas". Ao que o patrão, apoiado pelos outros empregados retorquia "Saudades? isso é que era bom, daqui ninguém vai ao teu funeral". O homem lá continuou: "Juro pela saúde do meu filho que gosto trabalhar aqui..." E o Patrão:"Filho? Tens a certeza que o filho é teu? Enfim, o homem era o bombo da festa. O quicas lá teve pena dele e deu-lhe uma gorjeta de 5 euritos.
Já com as barriguitas atestadas, era preciso subir até à Praça dos leões onde tinhamos deixado o bólide, mas eis que eu tive uma ideia....E se fossemos de elevador? Mesmo ali ao lado o Funicular dos Guindais era convidativo. E assim, munidos dos nossos "andantes" lá subimos no Fulicular até à Praça da Batalha.
A Praça da Batalha....uma desagradável surpresa.... Só o teatro S. João e o Cinema Batalha se encontram dignos de se ver, o resto, Cinema Olímpia e Igreja de S. Ildefonso já conheceram melhores dias.
Iniciámos então a regresso em direcção à viatura, descemos S. António, atravessamos a Praça da Liberdade e subimos os Clérigos. Ah! a Torre está em obras e revestida de um grande painel com o Pierce Borsman (o antigo 007) a publicitar uma marca de cerveja (gostava de saber qual o idiota que permite uma coisa daquelas, mas enfim...)
Pelo meio da tarde deixámos para trás a baixa da cidade. Gosto sempre de ir ao Porto, afinal é a minha cidade e qualquer defeito que lhe ponham não é defeito...é feitio.
Chegados as cais da Ribeira povoado de turistas, na sua maioria espanhóis, o cheiro a fritos e a tripas lembra-nos que são horas, já tardias, de almoçar. Onde? na Filha da Mãe Preta....
" Já é tarde, quero-me ir embora, já estou a trabalhar desde as 8 da manhã", diz-nos o empregado mal humorado quando pedimos uma mesa junto à janela para observar o Rio e os barcos rabelos repletos de turistas. "Ficam aqui e é se querem". Mas eis que um outro empregado vem em nosso auxílio e nos faz o favor de arranjar a tal mesa junto à janela. Eternamente agradecidos encomendamos o tradicional arroz de feijão, filetes de polvo e filetes de pescada. Ah! e broa de Avintes que o tal empregado mal humorado nos fez o favor de arranjar às escondidas e ainda, agora já mais bem disposto, nos aconselhou onde comprar e como a conservar: "Vão ali ao lado à azeitoneira, compram a broa, metem num saco plástico, fecham o saco plástico, congelam-na e quando quiserem descongelem-na que está boa".
Terminado o repasto acompanhado de uns fininhos e pelo som de fundo de dois grupos de "nuestros hermanos", lá viemos embora e, à saída, ainda testemunhámos uma conversa muito divertida entre o patrão e o tal empregado mal humorado. Dizia este: "Vocês, quando eu morrer ainda vão ter muitas saudades minhas". Ao que o patrão, apoiado pelos outros empregados retorquia "Saudades? isso é que era bom, daqui ninguém vai ao teu funeral". O homem lá continuou: "Juro pela saúde do meu filho que gosto trabalhar aqui..." E o Patrão:"Filho? Tens a certeza que o filho é teu? Enfim, o homem era o bombo da festa. O quicas lá teve pena dele e deu-lhe uma gorjeta de 5 euritos.
Já com as barriguitas atestadas, era preciso subir até à Praça dos leões onde tinhamos deixado o bólide, mas eis que eu tive uma ideia....E se fossemos de elevador? Mesmo ali ao lado o Funicular dos Guindais era convidativo. E assim, munidos dos nossos "andantes" lá subimos no Fulicular até à Praça da Batalha.
A Praça da Batalha....uma desagradável surpresa.... Só o teatro S. João e o Cinema Batalha se encontram dignos de se ver, o resto, Cinema Olímpia e Igreja de S. Ildefonso já conheceram melhores dias.
Iniciámos então a regresso em direcção à viatura, descemos S. António, atravessamos a Praça da Liberdade e subimos os Clérigos. Ah! a Torre está em obras e revestida de um grande painel com o Pierce Borsman (o antigo 007) a publicitar uma marca de cerveja (gostava de saber qual o idiota que permite uma coisa daquelas, mas enfim...)
1 comentário:
E eu é que sou contador de histórias...
Vou ali e venho já !
Venho abrir uma Editora, para publicar todas estas promissoras prosas, e esta quaresma ainda vai no adro. Não haverá Código d'Avintes que resista, quanto mais Carolinas e Código de Deus - os dois maiores best-sellers (Saramago, já era), da actualidade!
E falando em Porto e Quaresma, devo dizer, melhor, registar o remate, deste, à barra que não possibilitou o 2º golo do nosso Porto, e que confortável seria para a eliminatória com o Chelsea.
Bolas, Quaresma !!!!
Valeram os 5 euritos, do Quicas !
Biba o Porto, carago !
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