domingo, 18 de março de 2007

O Principezinho

Antoine de Saint-Exupéry e o pequeno príncipe em Lyon

Os homens, disse a raposa, têm fuzis
e caçam. É bem incómodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante
que
fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu
procuro
amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida,
disse a
raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a
raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente
igual a cem mil outros
garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não
tens também necessidade de
mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a
cem mil outras raposas.
Mas, se tu me cativares, nós teremos necessidade
um do outro. Serás para
mim único no mundo. E eu serei para ti única no
mundo...


Ao fim de umas horas de viagem lá chegamos à capital e estacionamos o bólide no Vasco da Gama. Seguimos de taxi para a baixa e, após o almoço, dirigimo-nos ao Politeama. Objectivo: Ver o Principezinho com a "baixinha".
À entrada, eis o Sr. Filipe Lá Féria a facturar distribuindo programas autografados às criancinhas (5 euritos cada um).
Já lá dentro, à espera do início do espectáculo, lá fomos comendo umas gomas e respondendo às perguntas dela.
"Senhoras e Senhores, meninas e meninos, o espectáculo vai começar, por favor desliguem os telemóveis. Avisamos que não é possível captar qualquer espécie de imagem deste espectáculo".
E o espectáculo começou... e foi uma hora de magia que passou depressa demais. Foi pouco tempo, mas houve até quem tivesse aproveitado para passar pelas brasas... A "baixinha" essa adorou esteve sempre com muita atenção a todos os pormenores do espectáculo.
O principezinho, um livro mágico, que foi publicado pela primeira vez por Saint-Exupéry quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Yorque, continua a ser lido por crianças e adultos, fala do amor e da solidão e é intemporal.
A adaptação feita pelo Lá-Féria, não me "cativou", mas é interessante para as crianças.


1 comentário:

@ filipe disse...

Para já deixo o Principezinho em paz.
E só aqui estou, para recomendar a utilização do elevador de Santa Justa, para descer para baixo.
Pois que para subir para cima, foi no funicular de Guindais, ali para os lados da Ribeira, conforme registado está!